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Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

Presente para JESUS...
Acordei dias atrás, com vontade de comprar um presente para Jesus, afinal, não existe. Nem existirá, maior amigo que o Mestre dos Mestres, e dia 25 de dezembro, o aniversário é Dele. Sai cedo de casa e fui ao maior shopping-center, pensei primeiramente numa camisa branca, mas quando vi que o branco mais branco da Terra ainda era cinza perto da sua pureza, fiquei com vergonha e desisti. Em outra vitrine vi um sapato de couro, lindo e caríssimo, mas quando lembrei dos seus pés calçados pelas sandálias da missão cumprida, achei que não existiria na Terra algo tão confortável que merecesse seus pés.
Uma caneta, foi isso que a próxima vitrine me apresentou, uma linda caneta de marca famosa, seria um lindo presente, mas lembrei-me que Ele apenas escreveu com o dedo na areia do chão, tudo que Ele falou, mostrou na prática, servindo e amando sempre. Lembrei-me, que um dia Ele falou que não tinha sequer um travesseiro para recostar sua cabeça, e pensei no melhor travesseiro de plumas de uma loja especializada em sono, era importado e muito confortável, mas lembrei-me que os justos dormiam tranqüilos e que Ele jamais usaria o travesseiro. E, assim fui olhando as vitrines, abotoaduras de ouro, malas de viagem, bebidas finas, comidas importadas, tudo supérfluo, tudo matéria que o tempo iria corroer. Confesso que sai um pouco chateado do Shopping, afinal eu saíra para comprar um presente para Você Jesus, e não havia achado nada.
Na porta do Shopping um menino pequenino sorriu para mim, perguntou meu nome e eu o dele, ele riu e me estendeu a mão, tinha o rosto muito sujo, as mãos encardidas, perguntei pela sua mãe, ele deu de ombros, sobre o pai, nem sabia onde estava... perguntei se ele queria tomar um lanche, ele sorriu um sim, pegou na minha mão. Na porta do Shopping olhou para suas roupas e olhou para mim, sabia que não estava corretamente vestido, peguei-o no meu colo, era a senha para ser feliz, seus olhinhos miúdos percorriam aquelas luzes, enfeites e pessoas bonitas, como se fosse um filme de Walt Disney. Na lanchonete sentou na cadeirinha giratória e sorriu como "reizinho", e entre uma montanha de batatas fritas, ríamos felizes como dois velhos amigos.
Falamos sobre bolinha de gude, pipas e bicicletas, coisas importantes para o ser humano, principalmente quando somos crianças. Devoramos dois lanches,e quando perguntei se ele queria um sorvete gigante como sobremesa, seus olhos brilharam feito o Sol, pedi um instante, fui até o caixa,quando voltei com os sorvetes na mão ele já não estava ali.
Por um instante pensei que ele tinha ido ao banheiro, ou estaria olhando a lanchonete, mas não estava mesmo ali. Foi quando sobre a caixa de batatas vazias vi um papelzinho, um bilhetinho escrito com letra miúda, que dizia assim: "Obrigado pelo melhor presente de aniversário que poderia me dar, fizeste, imensamente feliz, um dos pequeninos do mundo!"
Assinado: Jesus Cristo
Marcadores: Poesias
Rabiscado por Era uma vez
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